Hoje me deparei com uma situação parecida que eu já tinha vivido no Prudentão no último jogo entre Palmeiras X Corinthians.
Lá no Prudentão eu assisti o jogo num setor misto onde haviam palmeirenses e corinthianos, na fileira atrás de onde eu estava tinha um corinthiano que estava com seu filho, que aparentava ter uns 6/7 anos. Durante o jogo enquanto o Corinthians estava na frente no placar esse pai orientava e incentivava o filho a xingar os palmeirenses que estavam ali na frente, era mais ou menos assim:
"Ei, fulano(o filho do babaca) agora fala bem alto, chora porco imundo", "agora fala: ei porco VTNC"
E assim o covarde pai usava o filho para xingar os palmeirenses que estavam ali por perto, pois o mesmo não tinha coragem de fazer. Na certeza que ali ninguem iria xingar ou agredir uma criança, por sorte do pai, não havia nenhum desajuizado ali por perto e não houve nenhum incidente grave.
Eu como tenho muitos anos de arquibancada e futebol, já estou calejado contra esse tipo de babaca. Fiquei na minha assistindo o jogo.
Eis que o Palmeiras faz o gol de empate (o 2o. gol), e durante a comemoração do gol eu não vi o aconteceu ali na hora, pois o babaca estava atrás de mim, mas alguém de cima tacou um copo d'água que acertou de cheio a cabeça do filho do babaca, não chegou a machucar a criança, mas foi o suficiente para fazê-la chorar.
Foi o suficiente para que o babaca ficasse macho, ficou gritando, cadê o FDP que tacou isso na cabeça do meu filho, ficou gritando ali e tentando localizar o atirador em vão. No meio da sua ira disse:
"Por isso que não venho a estádio, que absurdo tacaram um copo na cabeça de um criança, é um absurdo isso, agredir uma criança, é um covarde quem fez isso, blá, blá, blá"
Bom, fiquei ali na minha continuando a assistir o jogo, só pensei comigo.
"Quem age como babaca, está sujeito a esse tipo de reação"
Depois no final do jogo, que pude observar melhor o babaca, vi que era um homem de uns 35 anos, com uma pinta de classe média, daqueles que acham que sempre estão com a razão e só enxerga os seus direitos e nunca os seus deveres. Típico babaca paulista que se acha, que se vê aos montes em qualquer Shopping Center de São Paulo.
Hoje pela manhã, fui tomar um café na padaria, aqui perto de onde moro tem várias padarias, te todos os tipos.
Desde a mais tradicional popular com balcão, que você pode pedir qualquer lanche fora do cardápio que você será atendido e não será roubado na conta, pagando apenas o preço justo, até essas novas padarias metidas a bestas, feito "gourmet" que você paga o dobro pelo mesmo pão na chapa da padaria tradicional.
Essas padarias "requintadas" costumam ser frequentadas pelos "Típicos babacas paulistas", por isso eu não gosto de ir nas mesmas.
Hoje, por cargas d'água resolvi ir nessa padaria, fui com a camisa do Palmeiras como normalmente eu uso aos domingos. Chegando lá, fiquei no balcão tomando meu café e lendo meu jornal na minha, e escuto atrás de mim um pai falando para o filho num tom de voz alto.
-"Então filho, O São Paulo é hepta campeão e o Palmeiras vai ser vice, só o São Paulo é campeão, o Palmeiras é um timinho, blá, blá"
Bom, era claro que o babaca estava querendo me provocar, pois ele não esperava ver alguém com a camisa do Palmeiras ali, justo na hora que o SPFC está por cima, em alta, era evidente que eu estava incomodando.
Fiquei na minha, como sempre, como disse antes, já estou calejado contra esse tipo de gente.
Mas a minha tranquilidade parecia que incomodava mais e mais o babaca, então ele não parava de falar e cada vez mais alto, e ofendendo o Palmeiras, até que chegou o ponto que a própria mulher do babaca, pediu que ele diminuisse o tom. Continuei ali na minha lendo meu jornal e tomando meu café, quando de repente o filho do babaca, uma criança de 6/7 anos me cutuca e me pergunta na inocência de uma criança dessa idade. Certamente orientado pelo pai babaca.
"Ei, é verdade que todo palmeirense é Porco?"
Virei para o garoto e serenamente respondi.
"É verdade, mas é melhor ser porco que viadinho bambi"
Dei as costas e continuei a ler meu jornal, o moleque ficou meio sem jeito e retornou na mesa onde o pai babaca estava.
E não é que o babaca veio tirar satisfações comigo, que eu tinha xingado o filho dele e não ia ficar barato, começou a ficar macho. Um cidadão de quase 40 anos "Típico babaca classe média paulista" de bermuda, camisa polo, mocassim e ainda por cima meio careca, daqueles babacas que ficam tentando esconder a careca com um penteado tosco.
Bom, eu me levantei e fiquei o encarando apenas, sem dizer uma palavra, quando ele viu o meu tamanho que era quase o dobro dele, deu uma afinada, já contido pela mulher e por outra menina que parecia ser a filha mais velha dele e por alguns funcionários, ficou discursando aos ventos ali, achando um absurdo eu ofender uma criança, blá, blá, blá. Nesse meio tempo olhei para o filho dele, que estava com uma cara assustada, meio constrangido com o mico sendo pago pelo pai, fiquei com pena da criança.
O babaca foi em embora, e lá fora no meio da calçada, começou a cantar o hino do SPFC e saiu gritando Heptacampeão.
Voltei a ler meu jornal e tomar meu café ali balcão como se nada tivesse acontecido.
Esses babacas são os mesmos que fazem discurso anti-violência, que acha que tem que vender ingresso a R$100,00 para "higienizar" os estádios e afastar os torcedores menos favorecidos que para eles são a causa de tudo que há de ruim nos estádios. Como que se educação tivesse a ver com nível social. Esses babacas são os mesmos que preferem assistir Uefa Champions League ao Campeonato Brasileiro, compram camisas do Real Madrid e do Milan para seus filhos como se fossem o máximo isso e acham que tudo que tem no Brasil é uma merda.
As vezes dá medo de pensar o que está por vir nas próximas gerações de babacas que vem por aí.
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